Eu me preocupava bastante com o que queria ser quando crescesse, quanto ganharia ou se me tornaria alguém importante. Às vezes, as coisas que você mais quer, não acontecem. E às vezes, as coisas que jamais esperaria, acontecem. Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te tocam, e então encontra uma pessoa, e sua vida muda. Pra sempre.

Amor e Outras Drogas.  (via arefragments)

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“Há muito tempo eu não perdia uma noite por causa de alguém. Talvez tenha sido a pior noite da minha vida depois que te conheci. Engraçado, porque todas às noites eu vou dormir com você na cabeça, mas dessa vez foi diferente. Foi diferente porque ontem eu não senti saudade como o de costume, era só tristeza mesmo. O que eu sentia era uma imensa vontade de por um ponto final nessa nossa história sem começo. Mas, ao mesmo tempo eu queria acreditar que você era diferente, porque eu sempre tive esperança em você, sempre achei que você iria me fazer ver o mundo com outros olhos. Fiquei durante muito tempo pensando numa maneira certa de agir, foi aí que decidi esquecer essa porra de quase-amor que eu sinto por você. E era isso que mais doía, o quase-amor, porque no fundo eu queria que fosse amor. Mesmo assim, insisti em colocar um ponto final. Jurei pra mim mesmo que ontem à noite seria última vez que eu iria olhar suas fotos e ouvir a nossa música, apaguei suas mensagens, exclui suas fotos, joguei fora tudo que me lembrava você. Bateu o desespero e chorei igual uma pré-adolescente quando leva seu primeiro fora. Chorei até dormir e acordei lembrando que havia sonhado com você. Agora nem dormir em paz eu posso mais, ver você se tornou uma questão de fechar os olhos. Não chorei mais, em compensação quebrei meu juramento assim que saí da cama, fui correndo ver suas fotos e jurei de novo que seria a última vez. Fiquei triste o dia inteiro, aí você me procura, inevitável, acabei sorrindo ao ver você falando comigo. Droga, você também não me ajuda. Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia. Já basta essa distância insuportável e ficar um dia sem ter noticias suas acaba comigo. Mas, decidi que preciso te esquecer. Só que eu acabo lembrando, de como você é lindo quando ta comigo, do seu sorriso, dos seus olhos fixados nos meus, das suas mãos nervosas no meu corpo, de como é bom dormir com você e sentir sua boca na minha enquanto a gente “tenta” dormir. Talvez essa é a parte que mais me dói, ter que esquecer tudo isso. Ou talvez, o que mais me dói é ter fantasiado a nossa relação porque você me deu espaço pra isso. Durante muito tempo eu esperei por você, mas infelizmente, eu não moro em um castelo e muito menos sou uma princesa, pra ficar procurando em você um príncipe pro meu conto de fadas. A não ser que você construa um castelo e me peça pra ficar e nunca mais desistir de você.”

Tati Bernardi


metafora-s:

Sabe Zé, to aprendendo. Aprendendo a desprender, a soltar, deixar livre. To aprendendo a ser flor e rocha, assim, só por precaução. É Zé quem diria, eu que sempre senti demais, grudei demais, senti demais, segurei demais iria estar soltando assim as pessoas. Acho que estou amadurecendo, crescendo. Cansei sabe Zé, essa coisa de segurar quem quer ir embora, quem quer voar… machuca a gente. Cansei de bater nas portas e ninguém abrir. To achando que virei menina grande, daquelas que não choram mais, porém algo grita aqui dentro pedindo pra sair. Acho que to querendo brotar Zé, mais não sei. Não consigo mais sentir, é tudo tão monótono. Ainda me importo, um pouquinho talvez, bem  mais bem lá no fundo. Algo ainda me diz pra correr atrás, ligar, mandar a mensagem que não deve nem ser escrita como rascunho. Mais chega Zé, acho que preciso é ligar pra mim, pra minha própria preocupação é dizer: Querida, eu ainda existo, ainda preciso me importar comigo mesma porque ninguém mas está fazendo isso. Tá difícil viu Zé, essa coisa de correr atrás de quem não dá um passo pela gente, de mover montanhas enquanto uns não movem nem um dedo, de se importar com quem não se importa, com quem nem quer  a gente por perto. Acho mesmo que sou meio fraca, melhor ainda, acho que sou fraca e meia, mais to me livrando, porque eu também preciso de mim. To desabando, acho que estou tirando os erros sem nem saber o que me sustenta. Mais se for preciso, me faço, me refaço de poesia, de coisa boa, me refaço de mim. Porque Zé, se não eu por mim, quem será? — Ana Luísa, metafora-s.
Você percebe que atrai o que transmite, e passa a usar seu tempo só com quem te faz bem. E aí, fica em paz.

Karla Tabalipa. 

366 notes
A gente se perdeu. A gente se perde tanto. Acho melhor mudar a frase e dizer que você me perdeu. Porque eu, na verdade, nunca tive você. Mas não faço mais questão da gente. Já não tenho mais um pingo de vontade de insistir em nós. A nossa relação se resumiu a mensagens de textos. A esporádicas mensagens de texto. Se resumiu a bom dias e boa noites que você deve mandar pra metade dos teus contatos. Mas já não importa mais. Já não sinto mais a sua falta como antes. Ainda não descobri se isso é bom ou ruim. Mas só de não passar o dia inteiro pensando em você, em como você esta ou o que esta fazendo. É reconfortante. Eu tenho dormido mais cedo, sabia? Deixei de criar e imaginar situações para nós. Ei, não precisa correr atrás de mim agora. Não depois de ter lido esse texto. Não depois deu ter aprendido a ser feliz comigo mesmo.

Querido John (via antigas-cartas)

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- Do que você precisa, menina?
Ela suspira e abaixa o rosto, olhando para o chão.
- De sentimentos.
- De que? Olha pra mim.
Ele levanta o rosto dela com as mãos delicadamente.
- De sentimentos. Envolvimento. Intensidade.
- E você não pode ter isso?
- Não depende só de mim, né?
E ela abaixa o rosto novamente.

— Karime Hamoui (vienderose)

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Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que?
Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranqüila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor. Era algo recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde num dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responde às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto.
Se não era amor, Lopes, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, Lopes, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Eu nunca amei aquele cara, Lopes. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.

— (Martha Medeiros, em Divã)

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E ela ficou chorando por longas horas seguidas e se culpando como se estivesse feito alguma coisa errada, pediu mil desculpas por ter feito aquilo. Mas o que ninguém sabia, era que ela só estava tentando ser feliz.

Jéssica Vieira (via gotassalgadas)

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